sábado, 30 de agosto de 2008


Não era para ser assim? A glória do primeiro amor, essas coisas. É inacreditável, não é, a diferença entre ler sobre uma coisa, vê-la em fotos e experimentá-la?
Antes de você, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas - pontos de luz e razão... E aí você apareceu no meu céu como um meteoro.
De repente, tudo estava pegando fogo; havia brilho, havia beleza. Quando você não estava lá, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro. Nada havia mudado, mas os meus olhos haviam ficado cegos com a luz. Eu não conseguia mais ver as estrelas. E não havia mais razão pra nada.
"Terno ser é o amor? Áspero demais, rude demais, violento demais e lancinante como um espinho."
Eu nunca mais vou criticar Romeu.
É isso. Sem mais. Fim.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Agosto sucks.

Agosto definitivamente é o pior mês do ano, até inevitavelmente. É quase desumano o que Agosto faz na minha vida, é quase sobrenatural a energia negativa que esse mês maligno tem. É quando tudo de ruim que poderia acontecer, invariavelmente acontece. Sem chances de salvação. Porque não poderia ser coincidência que desde os meus 10 anos todas as tragédias reunidas do ano, deixam justamente para desabarem em... Agosto. As coisas mais bizarras e inimagináveis, e decididamente péssimas, sempre sempre sempre irão acontecer em Agosto. Gostaria de saber se isso é uma regra que só se aplica a mim ou existe algum outro tipo de pessoa com esse tipo de azar agostiano(?). Que bom que pelo menos já está acabando, porque minha cota de notícias ruins e castigos já se esgotou. O que mais poderia acontecer, não é? *risada nervosa*
Já basta o fatídico telefonema no meio da minha manhã calma e tranquila que me deu pesadelos e a pior consciência pesada da minha vida. Logo em seguida, a quinta feira negra em que tudo foi descoberto, mas até que não tão devidamente castigado. Depois contas, notas, números, correio. Depois notícias trágicas de adiamentos, depois sentimentos deprimentes e aleatórios da minha parte. Depois dúvidas, decisões e frustrações. E é claro, aquela velha cobrança de todos ao meu redor, em todos os aspectos, por coisas que só deveria ser da minha conta, afinal, eu não lhes devo satisfações, mas que de qualquer forma me põe louca. E agora, só me resta continuar fazendo o que venho tentando desde o início do mês, esquecer tudo e fugir. Mas não fugir da maneira propriamente dita, por mais que não me falte vontade para isso, fugir com minha mente, que sempre me salva nessas situações. Fugir para longe dos problemas, para longe das complicações, me refugiar em outro mundo, que não é meu, mas que é infinitamente melhor. E lá eu me sinto segura e feliz. Mas que uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, eu sei que terei que voltar, puxada, arrastada para a vida real, mas com minha cabeça temporariamente voltando para lá no meio do meu odioso dia de Agosto, para que eu me sinta melhor e não tão sem esperança. Por algumas horas é como se eu não sentisse nada, aliás, me sentisse incrivelmente bem e leve, como é bom flutuar em emoções que não são suas. Nada comparado ao meu terror diário agostiano, que quando menos se espera, algo catastrófico acontece. Tenho esperança de sobreviver mais esses dias até Setembro, mas nunca se pode adivinhar o que ainda falta acontecer. Bem, se eu não postar mais, já sabem.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

What the stars do?


Você sabe quando eu disse que eu sabia pouco sobre amor? Isso não era verdade. Eu sei muito sobre amor. Tenho observado isto durante séculos e séculos e era a única coisa que fazia ser supotável observar o seu mundo. Todas essas guerras, dor, mentiras, ódio ... Elas me fizeram querer virar as costas e nunca olhar pra baixo de novo... Mas quando vejo a forma como o homem ama ... Você poderia pesquisar por todo o universo e nunca encontrar nada mais bonito. Então, sim, eu sei que o amor é incondicional. Mas também sei que ele pode ser imprevisível, inesperado, incontrolável, insuportável e estranhamente fácil de se confundir com aversão e ... O que estou tentando dizer, Tristan é ... Acho que eu te amo. É este o amor, Tristan? Eu nunca imaginei como seria para mim. Meu coração... Eu me sinto como se o meu peito mal pudesse conter ele. Como se estivesse tentando escapar porque ele não pertence mais a mim. Ele pertence a você. E se você o quiser, eu não desejo nada em troca. Nem bens. Nem demonstrações de devoção. Nada, a não ser saber que você me ama também - só o seu coração, em troca do meu.

Shine.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Just Pretend

Quintas são íngremes.
Dependure-se e quase caia.
É como se tivéssemos infinitas possibilidades à nossa frente. Mas nenhuma delas fosse aceitável, ou até mesmo plausível.
E tudo isso não quer dizer nada. Não significa que você será amável, gentil, divertido; não significa que completaremos as frases um do outro, que iremos rir das mesmas coisas. Nada. O fato de você ter um gosto peculiar e diversas outros aspectos interessantes na personalidade, assim como o instinto de fugir, esconder, fingir, o fato de tudo isso me atrair... na verdade, não quer dizer nada.

E eu gostaria de ter percebido isso a tanto tempo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nada com nada.

Tá na hora de eu tomar um rumo na vida, sabe?
Acho que o mundo é muito mais do que esse campo de sonhos no qual dançamos. E eu quero ver esse mundo.
Ela devia saber que não seria assim tão fácil.
Ele é uma pessoa ruim, sem mais.
Mas eu sempre soube disso, não é? E nunca me importei com isso.

Lápis de cor. Essências. Dor de cabeça.
Não seria tão especial se acontecesse sempre.
Cores. Filhotes. Cafeína.
Não consigo dormir.
Eu preciso, preciso, preciso. Sei lá de que.
Não tenho tempo pra isso.
E no meio de tanta gente eu encontrei você.
Tanta gente chata e sem graça nenhuma, você veio.
Nem sei o que me fez me interessar por ele à princípio.
Não sei.
Monólogos. Musicais. Terapia.

"Preciso ter contado físico com as pessoas. Isso não é saudável. Preciso ver e falar com as pessoas.
Mas ao mesmo tempo que quero contato com os outros, eu não gosto deles. Definitivamente não sou simpática. Definitivamente não gosto de 'me misturar', de ser sociável. Isso não é para mim."

E é você que eu certamente jamais entenderia.
(...) eu sou tão preconceituosa, eu julgo tão impiedosamente as pessoas. Pelo jeito de falar, de escrever, de se vestir, o tipo de música que gosta, o tipo de pessoas com quem se relaciona. E disso, de toda essa superficialidade que às vezes não quer dizer nada, que eu tiro toda uma conclusão sobre. E por causa desse meu PRÉ conceito, do qual eu não consigo me livrar, que acabo afastando as pessoas.
"Você foi pesado. Você foi medido. E considerado insuficiente."

No mundo que eu vejo, você está à caça do alce, nas florestas do Grand Canyon nas ruínas do Rockfeller Center.
Vai usar roupas de couro que vão durar sua vida inteira.
Vai escalar pelas eras da Sears Tower.
E quando olhar para baixo vai ver figuras minúsculas, secando charque nas pistas de alguma auto-estrada abandonada.

Na verdade, você que está morto.
Eu queria que só por um instante essa possibilidade passasse pela sua cabeça; mas isso é impossível, eu sei. Okey, não diria impossível, mas talvez potencialmente improvável. É como o jeito que você olha pra ela, o jeito que fala com ela... Eu sentiria saudade de você mesmo sem ter te conhecido.
Sabemos que se pode viver uma vida em apenas um momento, e é perto do fim que começamos a pensar no início. E como só melhoramos jogando com alguém melhor do que nós, vamos à luta, porque nenhuma causa é perdida se houver um só tolo para lutar por ela.

E eu sei o que eu tenho que fazer agora. Eu tenho que continuar respirando, porque quem sabe o que a maré me trará amanhã?




domingo, 29 de junho de 2008

Well, well, well

Eu era tão 'supostamente feliz' aos meus 14/15 anos. Não tinha todas essas toneladas de responsabilidades e definitivamente não precisava provar para ninguém o que era ou não capaz de fazer. Eu não me importava com escola, notas, trabalhos, e não existiam as 'complicações sociais' que hoje me atormentam. Na verdade meu descaso era com praticamente tudo nessa idade, e eu adorava o fato de todos se preocuparem com coisas das quais eu estava tão alheia, tão indiferente.
Essa é a idade das melhores coisas que irão acontecer na sua vida (e as piores também).

Mas isso não vem ao caso. [?]
Não tem nada de interessante aqui.
Só sei que quero um beagle para chamar de Charlie, aprender a fazer sangue falso, escrever um livro, ir á Londres, um mouse novo, uma coruja, nadar em uma piscina de coca, ovomaltine, espremer matemática e química na minha cabeça até domingo e cantar em algum karaokê do Japão.
Então não poderia ser mais nostálgico, ontem você disse que iria ter para sempre pesadelos em dias de sexta, mas não de quinta, terça, ou qualquer outro dia de semana, por que sexta havia sido O dia. E eu soube, naquela hora que nós seríamos para sempre. Mas não para todo o sempre, só até mês que vem. Se não existisse o mundo ao nosso redor as coisas seriam tão mais fáceis. Por que alguém não pode simplesmente aparecer e consertar tudo? E ele anda por aí com aquele cabelo no rosto, fingindo não se importar. Enquanto o céu está desabando.
Ela escreve histórias para que possa mostrar aos outros o quão mal estava passando, e o quanto foram cruéis e injustos com ela, mas todos já estão cansados de saber. Ela podia simplesmente seguir em frente e parar de querer ser eternamente a vítima da história. Mas o dia ainda não chegou ao fim, baby, e há tanto o que fazer e tão pouco tempo. Seria bom, e me faria feliz, mas não seria 'um êxtase frenético de felicidade'. Então, não quero.
Gostaria de poder dizer aqui realmente o que penso, mas sei que não posso, as paredes tem olhos e ouvidos também, então, me sinto constantemente vigiada escrevendo coisas à determinadas pessoas aqui. Por isso uso de tantas frases soltas e sem sentido; você não precisa entender, mas eles vão.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Platônico.

Hospitais me dão vontade de rir, assim como entrevistas de emprego. [?]

Eu gosto de sinceridade explícita, de verde limão, de edredons azuis, TV a cabo, videolocadoras, de uma sutil indiferença forçada.
Pouca conversa, sorrisos ao ver sangue, incenso, cabelo no rosto, manias estranhas, citações, cores, estereótipos, paixões platônicas, Charlie.

A minha vida inteira eu me apaixonei pelos caras errados.
E eu sentia alguma coisa no meu estômago... agitando.
Borboletas.
O que ele está lendo? O que está ouvindo?
Quem são seus amigos? Quais seus planos, ideais?
What's your favorite color?
Aqueles olhos passaram por mim no mesmo instante em que os meus adimiravam o cabelo dele.
Eu te amo, mas não te quero; ou algo assim.

E se você está lendo isso, por favor, perceba que isso é para você.
Mas eu duvido que você consiga enxergar.
Nem em um milhão de anos você sonharia que isto é para você.
Ninguém poderia imaginar.
Descortinava um cenário de possibilidades assustadoras.

Ele tinha o cabelo engraçado. E me lembrava diversos atores.